Aves da planícia alagável do alto do rio Paraná

Márcio Rodrigo Gimenes
Edson Varga Lopes
Alan Loures-Ribeiro
Luciana Baza Mendonça
Luiz dos Anjos

Apresentação
Esta obra apresenta informações sobre a avifauna do último trecho significativo livre de reservatórios de hidroelétricas no rio Paraná, a “Planície Alagável do Alto Rio Paraná”, na divisa entre os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Em função da importância da área para a conservação da biodiversidade regional, durante a década de 1990, ela foi incluída no Sistema Nacional de Unidades de Conservação em duas categorias, originando a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná e o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.
São apresentados, aqui, registros de ocorrência das espécies de aves em diferentes locais da planície, cuja área foi dividida em três subsistemas: as regiões dos rios Paraná, Ivinhema e Baía. O leitor poderá obter informações sobre o tipo de hábitat freqüentemente utilizado por cada espécie na planície e alguns aspectos de sua biologia, tais como: tamanho; massa corpórea; hábitos alimentares e outras particularidades relevantes. Os textos foram redigidos de forma acessível, buscando apresentar informações científicas a um público heterogêneo, desde crianças a adultos, incluindo alunos interessados nas Ciências Naturais, ou mesmo profissionais da Ornitologia (ciência que trata do estudo das aves). Fotos são apresentadas para a vasta maioria das espécies, de modo a auxiliar na sua identificação, embora a presente obra não se trate de um guia de identificação de aves em campo.
A realização desta obra se fez possível devido ao apoio financeiro do Programa de Ecologia de Longa Duração (Projeto “A Planície de Inundação do Alto Rio Paraná: Estrutura e Processos Ambientais”, PELD – Site 6), do CNPq, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da Universidade Estadual de Maringá (PEA-UEM) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A infra-estrutura de campo foi fornecida pelo Nupélia/UEM, pelo Parque Estadual das Várzeas do rio Ivinhema e pelos donos de propriedades privadas, os quais gentilmente nos acolheram.
OS AUTORES

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Manual de Rastros da Fauna Paranaense

http://www.redeprofauna.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=39

APRESENTAÇÃO

O Manual de Rastros da Fauna Paranaense foi elaborado para auxiliar os voluntários das Unidades de Conservação estaduais e demais interessados na identificação de alguns mamíferos de médio e grande porte com ocorrência nos corredores Araucária, Iguaçu-Paraná e Caiuá- Ilha Grande, definidos pelo Projeto Paraná Biodiversidade.
Trata-se de um manual ilustrado, que contém informações sobre algumas espécies de mamíferos, tais como: características gerais, habitat, hábitos alimentares, formato dos rastros e curiosidades. O uso deste material de apoio em atividades de campo tem como objetivo incentivar e dar suporte aos voluntários na coleta de informações sobre alguns mamíferos paranaenses. Estas informações poderão ser encaminhadas para os gerentes das unidades de conservação próximos da sua área de atuação. Os dados levantados serão, posteriormente, analisados e organizados para a criação de um banco de dados georeferenciado, que servirá como ferramenta para identificação das principais causas das ameaças à fauna silvestre, visando a sua proteção e conservação.
Além dos rastros, os animais deixam outros vestígios que também podem ser levados em consideração como tocas, ninhos, abrigos e dejetos; porém, estes tipos de vestígios não foram abordados neste manual. No trabalho de campo muitas das informações podem também ser obtidas através de conversas com os moradores da área de entorno das unidades de conservação, os quais têm o privilégio de viver próximos a estas áreas naturais que abrigam espécies fundamentais para o patrimônio de nossa biodiversidade.
Mais do que razões ecológicas para garantir a sobrevivência destes mamíferos, a proteção das espécies é uma questão ética e os voluntários, desta forma, estarão contribuindo para que as futuras gerações possam conhecer animais fascinantes e de beleza ímpar. Estes são os verdadeiros rastros que gostaríamos que mais pessoas estivessem seguindo.

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CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO: ANFÍBIOS ANUROS DA VERTENTE DE JUNDIAÍ DA SERRA DO JAPI, ESTADO DE SÃO PAULO

Ricardo da Silva Ribeiro1*, Gabriel Toselli Barbosa Tabosa do Egito2 & Célio Fernando Baptista Haddad1
Biota Neotropica v5 (n2) – http://www.biotaneotropica.org.br/v5n2/pt/abstract?identification-key+bn03005022005
Recebido em 02/05/05. Versão reformulada recebida em 24/08/05. Publicado em 10/10/05
1. Laboratório de Herpetologia, Depto. de Zoologia, Instituto de Biociências, Caixa Postal 199, UNESP, Av. 24-A, 1515, Jd. Bela Vista, Rio Claro (SP) 13506-900. * Autor-correspondente. E-mail: rribeiro@rc.unesp.br 2. Laboratório de Citogenética Animal, Depto. de Biologia Celular, Instituto de Biologia, Caixa Postal 6109, UNICAMP, Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, Distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP) 13084-971.

Resumo
A Área de Proteção Ambiental Jundiaí, na Serra do Japi, é uma importante reserva ambiental situada entre duas metrópoles – São Paulo e Campinas – do estado de São Paulo. Trata-se de uma área de grande interesse para a conservação e a pesquisa científica, por se tratar de uma região de transição entre a Mata Atlântica Ombrófila e a Mata Atlântica Estacional Semidecídua do Planalto Ocidental Paulista, abrigando uma grande diversidade de espécies representativas de ambos os ecossistemas. Apesar de ser objeto de estudos desde meados da década de 80, não há nenhuma chave de identificação das espécies da anurofauna disponível para a área até o momento. Trinta e uma espécies de anuros de seis famílias diferentes já foram registradas na vertente do Município de Jundiaí. Apresentamos aqui uma chave dicotômica ilustrada de identificação para os anfíbios anuros da vertente do rio Jundiaí na Serra do Japi.

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ORQUÍDEAS BRASILEIRAS E ABELHAS

ORQUÍDEAS BRASILEIRAS E ABELHAS

Texto e fotos: Rodrigo B. Singer

Agradecimentos a Rosana Farias-Singer

As orquídeas (família Orchidaceae) constituem um dos maiores (ca. 19.500 spp.) e mais diversos agrupamentos de angiospermas. Hoje são aceitas cinco subfamílias dentro de Orchidaceae (Cameron et al. 1999, Judd et al. 1999) (Figura 1). Como um todo, a família Orchidaceae é notável pela sua diversificada morfologia floral e vegetativa. No entanto, o estereótipo (flores grandes e muito ornamentais, presença de “pseudobulbos”, etc.) que a maioria das pessoas têm em relação à Orchidaceae diz respeito apenas a caracteres morfológicos próprios de uma das cinco subfamílias (Epidendroideae). No entanto, há caracteres comuns a todas as orquídeas: o ovário é ínfero, sincárpico (carpelos fusionados). O perianto consta de dois verticilos trímeros (3 sépalas e 3 pétalas) (Figura 2), sendo que a pétala mediana com freqüência é maior e apresenta glândulas (nectários, glândulas de óleo, osmóforos, etc.) ou ornamentações (calos) com funções relacionadas ao processo de polinização. Por ser morfologicamente diferenciada, a pétala mediana é denominada de “labelo” (lábio, em latim). A posição original do labelo (para cima) é modificada durante a ontogênese da flor. O pedicelo floral, o ovário ou ambos sofrem uma torção (ressupinação) que faz com que o labelo seja apresentado para baixo por ocasião da abertura da flor. Assim, o labelo pode atuar como plataforma de pouso ou guia mecânica para os polinizadores. Androceu e gineceu encontram-se fusionados em maior ou menor grau, formando uma estrutura única denominada coluna (Figuras 2 e 3). O número de anteras férteis em geral é muito reduzido (normalmente uma, mas raramente duas ou – muito mais raramente – três) (Figura 1). As sementes são em geral muito reduzidas e carecem de endosperma. Durante o processo de germinação estabelece-se uma simbiose entre fungos e a semente. O fungo providencia ao embrião nutrientes, sem os quais os processo de germinação não seria possível na natureza.

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Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS

Kinupp, Valdely Ferreira

http://hdl.handle.net/10183/12870

Muitas espécies de plantas espontâneas ou silvestres são chamadas de “daninhas”, “inços”, “matos” e outras denominações reducionistas ou pejorativas, pois suas utilidades e potencialidades econômicas são desconhecidas. No Brasil não se conhecem estudos sobre o percentual de sua flora alimentícia e poucas espécies nativas foram estudadas em relação à composição bromatológica e avaliadas sob o aspecto sensorial e fitotécnico. Visando minimizar parte destas lacunas foi executado o presente estudo na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), Rio Grande do Sul. Realizaram-se consultas aos herbários da região e revisões bibliográficas exaustivas tanto do aspecto florístico da RMPA quanto da literatura sobre plantas utilizadas na alimentação humana. As análises bromatológicas, dos minerais e sensoriais foram realizadas de acordo com os protocolos usuais e os cultivos e manejos experimentais foram realizados dentro dos preceitos agroecológicos, em parceria com uma produtora rural. Estimou-se a riqueza florística da RMPA em 1.500 espécies nativas, sendo que 311 delas (21%) possuem potencial alimentício. Destas, 153 (49%) são acréscimos à maior listagem mundial do tema e 253 (76%) foram consumidas e ou experimentadas no presente estudo. Desta flora alimentícia foram selecionadas 69 espécies (22%) para análises dos minerais e proteínas das partes de interesse de alimentício; quatro outras espécies de grande potencial (Acanthosyris spinescens, Melothria cucumis, M. fluminensis e Vasconcellea quercifolia) tiveram suas composições bromatológica e mineral determinadas e foram caracterizadas em relação a aspectos biológicos e ou fitotécnicos e duas espécies (M. cucumis e V. quercifolia) foram avaliadas sensorialmente. Os estudos realizados mostraram o inequívoco potencial alimentício de um número significativo de espécies autóctones subutilizadas, cujo aproveitamento econômico poderá contribuir para o enriquecimento da dieta alimentar humana e o incremento da matriz agrícola brasileira e ou mundial.

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LEPIDÓPTEROS DO BRASIL (Agenda de Campo) Geraldo Salgado-Neto

PREFÁCIO

Este trabalho tem por objetivos proporcionar um tipo de guia de campo, descrevendo características e ilustrando as espécies carismáticas de borboletas e mariposas comuns no sul do Brasil, sem a ambição, de representar um levantamento completo.

Destina-se especialmente a divulgar aspectos da biologia dos lepidópteros aos estudantes dos cursos universitários de ciências biológicas (graduação), aos naturalistas, técnicos agrícolas, administradores de secretarias do meio ambiente e pessoas leigas que se interessam pela natureza.

O conteúdo deste livro representa parte dos resultados dos estudos realizados de 1995 à 2001 sobre coletas piloto realizadas na região do planalto central e depressão central, nos municípios de Santa Maria – Tupanciretã – Santo Ângelo e posteriormente estendendo-se à outras localidades do Rio Grande do Sul e outros estados do Brasil.

As espécies coletadas foram identificadas, utilizando-se a bibliografia correspondente recomendada (ver referências), com chaves para identificação e comparações com a coleção do Museu Gama D’eça e Victor Bersani da UFSM.

As espécies capturadas com rede entomológica foram acondicionadas em papel contact transparente para conservação das cores das escamas e para facilitar o escaneamento, constituindo as ilustrações do presente livro, onde foi registrado o local, data e número da coleta, bem como, uma breve descrição das espécies e algumas características do local de coleta.

As ilustrações representam a face dorsal das asas dianteiras e traseiras, mais útil na identificação das espécies, para facilitar o nome científico, logo abaixo da figura. As borboletas podem ser melhor observadas se fotografadas ou estudadas próximas às suas fontes de alimento ou próximas às suas plantas-hospedeiras. As fotos são facilmente obtidas para a maioria das espécies, e representam uma recordação muito mais agradável que espécimes mortos ou quebrados, recomendamos deixar as borboletas em paz.

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Levantamento de novas ocorrências de briófitas brasileiras

Fonte: http://www.ibot.sp.gov.br/publicacoes/virtuais/virtuais.php

PREFÁCIO

O Brasil está entre os países de maior diversidade do mundo. Biodiversidade ou diversidade biológica é a variedade da vida em uma região. O cálculo da biodiversidade é feito através da quantidade de ecossistemas, espécies vivas, patri- mônio genético e endemismo, ou seja, ocorrências biológicas exclusivas de uma região. O relato de ocorrências de um grupo de espécies se dá através da realização de inventários da flora e é de extrema importância para o conhecimento preliminar de um grupo de interesse. Tais informações são úteis para a preservação de um ecossistema local e para o conhecimento das disjunções de ocorrência de espécies.

Tendo em vista a importância das listagens florísticas, esta publicação on-line do Instituto de Botânica coloca à disposição de pesquisadores e estudantes o catálogo intitulado Levantamento de Novas Ocorrências de Briófitas Brasileiras. Esta publicação complementa o trabalho anterior da Dra. Olga Yano, publicado em 2006 no Boletim do Instituto de Botânica n0 17.

A Dra. Olga Yano iniciou sua carreira no Instituto de Botânica de São Paulo em 1969, como estagiária, na Seção de Criptógamas. Em 1976 foi contratada pela instituição como biologista e tornou-se pesquisadora científica a partir de 1984.

Para a realização desta obra foram compilados mais de 150 inventários realizados na área de Briófitas totalizan- do 1.448 táxons, assim como as informações sobre os ecossistemas onde são encontrados, bem como as indicações de suas ilustrações. Acreditamos que este novo trabalho é de grande importância para os pesquisadores da área.

Maria Tereza Grombone-Guaratini

Editor-chefe dos Folhetos e Manuais, e Publicações on-line do Instituto de Botânica.

RESUMO

Levantamento de novas ocorrências de briófitas brasileiras. O levantamento foi baseado em mais de 150 publicações novas sobre levantamento florístico, espécies novas, ocorrências novas e outros. Para as Anthocerotophyta são apresentadas nove táxons em seis gêneros e três famílias; as Bryophyta 929 táxons em 245 gêneros e 71 famílias; e as Marchantiophyta 550 táxons em 117 gêneros e 34 famílias, totalizando 1488 táxons. Algumas espécies são apresentadas dados adicionais. Ainda uma lista de sinônimos mencionados estão referidos no trabalho.

 

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